Portugueses e Comércio Varejista: Um olhar sobre a mulher (RJ, 1945-2010)

 
  Lená Medeiros de Menezes
 
 

 

O projeto contempla as conjunturas do pós Segunda Guerra Mundial (1945-2010) e analisa a imigração portuguesa e seu impacto no espaço comercial do Rio de Janeiro, em um recorte de gênero. Fugindo à temporalidade privilegiada pelos historiadores da imigração (1890-1930), o projeto invade o tempo presente, priorizando as categorias de trajetória e geração, para discutir o imaginário relativo ao sonho do negócio próprio em terra estrangeira. As fontes utilizadas incluem documentos discursivos, emanados do poder, e fontes nominativas, censitárias e midiáticas, além de depoimentos prestados por aqueles que permanecem à frente de armazéns, restaurantes, bares e botequins da cidade, com grande destaque para as viúvas que, hoje, nos bares e botequins, representam uma continuidade temporal prestes a desaparecer.

 
 
 

Imigração galega no Rio de Janeiro (1890-1930): Inserção sócio-profissional e criminalidade no cotidiano carioca

 
  Érica Sarmiento  
 

 

O projeto refere-se à imigração galega no Rio de Janeiro, tendo como recorte temático a questão da criminalidade entre os anos de 1890 e 1930, período que corresponde à primeira imigração massiva para a cidade. A temática oferecida não pretende abordar unicamente a história desses grupos imigratórios, mas também analisar a história do Rio, a política imigratória brasileira e as táticas de sobrevivência dos indivíduos no contexto carioca, tais como os movimentos sociais e o associativismo.

 
 
 

Imagens da e/imigração européia para o Rio de Janeiro: fotografias e histórias de vida

 
  Syrléa Marques Pereira  
 

 

O projeto analisará as imagens e memórias construídas por descendentes de imigrantes italianos, espanhóis e portugueses, sobre os fluxos migratórios dirigidos para o Brasil, mais especificamente para o Rio de Janeiro, ocorridos durante o período da “grande migração européia”, entre as últimas décadas do Oitocentos e a primeira metade do Novecentos. Para tanto, serão recolhidos antigos casos e histórias, através da realização de entrevistas orais, bem como fotografias e documentos pessoais, conservados pelos descendentes ao longo de suas vidas. Hoje, quando relembrados, contados e exibidos, narram não uma, mas várias histórias da e/imigração européia, além de viabilizarem a construção contínua da memória e identidade étnica de indivíduos e grupos. Vale salientar que as fontes – orais, visuais e escritas – constituirão o acervo do LABIMI.

 


 

Emigração Portuguesa para o Brasil

 
  Lená Medeiros de Menezes  
 

 

Projeto bi-nacional e interinstitucional, desenvolvido sob a coordenação do Centro de População, Economia e Sociedade (CEPESE), presidido pelo Prof. Dr. Fernando de Sousa, envolvendo pesquisadores da UERJ, UFF (Profª Drª Ismênia Martins),USP (Prof. Dr. José Jobson Arruda), PUC-SP (Profª Drª Maria Izilda Matos), Universidade dos Açores (Profª Drª Suzana Serpa Silva), Universidade Federal do Pará (Profª Drª Maria Nazaré Sarges), Univerisidade Mackenzie (Prof. Dr. Alexandre Hecker),Arquivo Nacional, PUC-Santos e outros. Até o momento, o grupo publicou 5 livros sobre o tema.

 
 
 

Imigrantes portugueses em São Paulo: cultura, cotidiano e gênero 1890- 1950

 
  Maria Izilda Santos de Matos  
 

 

A pesquisa focaliza a presença dos imigrantes portugueses (homens, mulheres e crianças), em São Paulo, entre 1890 e 1950, recuperando as experiências desses sujeitos históricos, problematizando suas relações cotidianas, culturais e incorporando as abordagens de gênero e geração. Trabalha-se com uma ampla e diversificada documentação, incorporando a história oral, as correspondências e buscando rastrear as memórias desses imigrantes.

 
 
 

A imigração espanhola para a Amazônia: discurso e propaganda (XIX/XX)

 
  Maria de Nazaré dos Santos Sarges  
 

 

O projeto em desenvolvimento no estágio pós-doutoral na Universidade de Barcelona objetiva analisar os discursos e a propaganda realizada pelos governos amazônicos na tentativa de atrair mão-de-obra para a lavoura o que daria suporte às atividades gomíferas e, como as autoridades espanholas reagiram diante da agressiva investida de autoridades brasileiras, no caso, a amazônica, na atração de imigrantes espanhóis. Portanto, a documentação existente nos arquivos espanhóis a ser pesquisada constitui-se na continuação e complementação da documentação consultada nos arquivos do Pará durante um projeto anterior intitulado “A Galícia Paraense: imigração espanhola em Belém (1890-1910)”.

 


 

Presença Boliviana no Rio de Janeiro. O encontro com a nação imaginada

 
  Maria Teresa Toribio Brittes Lemos  
 

 

O projeto se propõe a realizar um levantamento cartográfico sobre a participação das populações da região andina, iniciando pela imigração boliviana, no período de 1950 a 2010. A década de 1950 foi escolhida pelo grande número de camponeses bolivianos que saiu do país diante do processo revolucionário. Embora o fluxo migratório se dirigisse maciçamente para São Paulo, a nossa pesquisa optou por analisar a presença boliviana no Estado do Rio de Janeiro, com a finalidade de traçar o perfil daqueles imigrantes e seus interesses em terras brasileiras. A ideia principal consiste em analisar o processo histórico da imigração boliviana para o Brasil, destacar as opções profissionais ou acadêmicas daqueles imigrantes e estabelecer em que estado preferiram se instalar.A etapa seguinte consistirá no estabelecimento do perfil dos bolivianos que chegaram ao Rio de Janeiro, para delinear como eles reconstruíram suas identidades, destacando aspectos pertinentes às práticas culturais e representações simbólicas, com a elaboração de uma cartografia social sobre o referido processo migratório. Pretende-se organizar uma publicação com dados estatísticos, políticos e socioculturais que sirva de paradigma para os estudos de outras migrações, contribuindo, de forma eficaz, para os estudos latinoamericanos.

 
 
 

Casa de Espanha: memória da imigração espanhola no Rio de Janeiro

 
  Érica Sarmiento da Silva  
 

 

O projeto estabelece parcerias entre o Laboratório de Estudos de Imigração (LABIMI) e a Casa de Espanha, visando preservar a memória dos imigrantes espanhóis no Rio de Janeiro, através do recolhimento de depoimentos no Centro de Mayores, voltado para a terceira idade, bem como a organização do acervo e a constituição de uma videoteca formada pelos depoimentos.

 
 
 

LABIMI VIRTUAL

 
  Érica Sarmiento da Silva  
 

 

O laboratório de Estudos de Imigração (LABIMI), criado no ano de 2010, é um laboratório de pesquisa, com irradiação para o ensino e extensão, vinculado aos Programas de Pós­-Graduação em História e em Relações Internacionais, que congrega pesquisadores nacionais e estrangeiros. Atualmente, o LABIMI é um espaço de referência internacional, contando com um site(www.labimi.uerj.br) que recebe, diariamente, visitas de professores e pesquisadores das mais distintas universidades. O objetivo do projeto é transformar esse espaço interativo em referencial de pesquisa, em articulação com o ensino e a extensão.

 


 

Trajetórias e histórias dos galegos no Rio de Janeiro e em Buenos Aires (1880­1930): associativismo étnico, trabalho e imaginário

 
  Érica Sarmiento da Silva  
 

 

A importância dos estudos migratórios para a compreensão das sociedades latino americanas é um fato inegável. Quando se estuda a história contemporânea de cidades como Buenos Aires ou Rio de Janeiro e os processos de modernização dessas capitais, é imprescindível conhecer a historiografia da imigração e os grupos de estrangeiros que chegaram de forma espontânea ou subsidiada pelos governos, na “enxurrada” da imigração de massas. Os processos migratórios estão vinculados às políticas nacionais, à questão cultural e econômica das sociedades receptoras. A imigração galega foi a mais representativa do Estado espanhol nas cidades de Buenos Aires e Rio de Janeiro. No caso da cidade brasileira, os galegos representavam o terceiro grupo mais importante, depois dos portugueses e italianos e formaram a maioria da coletividade espanhola no Rio, chegando a representar entre 80 e 90%. Já no caso da capital Argentina, segundo as estatísticas, entre 1878 e 1927, 46,2% das entradas de passageiros procedia da Itália e 32,88% da Espanha. Durante o primeiro quartel do século XX, os galegos constituíam arredor de 50­55% do contingente de espanhóis residentes em Buenos Aires. Eles compartilhavam espaços sociais e profissionais com outros coletivos e participavam do processo de modernização carioca e porteño. A presença do associativismo e as lideranças sindicais foram uma das características da imigração galega nessas sociedades. Apesar das diferenças entre a imigração porteña e a carioca (a primeira com maior representatividade em número de associações e periódicos em Buenos Aires e objeto de maior interesse pela historiografia), em ambas as sociedades, os imigrantes desempenharam atividades no setor terciário, participaram como lideranças sindicais e fundaram seus respectivos Centros Galegos no século XIX. A pesquisa pretende contribuir para que se avance no entendimento deste período, elucidando as trajetórias e a participação dos imigrantes, dos homens comuns, através do associativismo, da inserção profissional e da sua participação no cotidiano das cidades. Para isso, utilizaremos dos estudos comparativos a fim de melhor compreender a inserção do imigrante galego como elemento participativo do processo de modernização nas cidades; e, também, como articulador de estratégias de sobrevivência, através da formação de associações como os Centros Galegos de Buenos Aires e do Rio de Janeiro, ou a participação em associações de trabalhadores. Unindo a bibliografia argentina, consideravelmente extensa, com os não tão abundantes estudos de imigração galega a Rio de Janeiro, pretendemos que o método comparativo permita que as sociedades sejam vistas a partir de suas reciprocidades e diferenças, destacando aspectos das transformações históricas que, de outro modo, não seriam passíveis de percepção.

 
   


 

 

 


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